A União Europeia começou, a partir deste mês, a aplicar uma nova taxa de € 3 por categorias de produtos em encomendas de baixo custo feitas fora do bloco. Essa medida impacta diretamente o comércio com varejistas como Shein, Temu e AliExpress, levando a um aumento nos valores finais das compras feitas por consumidores.
Até agora, produtos com valores até € 150 entravam na União Europeia sem a cobrança de taxas alfandegárias, uma isenção que facilitou o comércio internacional. Entretanto, essa situação também resultou em uma grande quantidade de pacotes entrando na UE sem a devida fiscalização, afetando a indústria europeia.
Estimativas indicam que em um ano, 4,6 bilhões de encomendas de baixo valor entraram na UE, refletindo um volume de aproximadamente 12 milhões de pacotes por dia, sendo que 91% desses produtos vieram da China. Com a nova taxa, o custo final para o consumidor tende a subir, mesmo que o imposto seja calculado diretamente no carrinho de compras.
A implementação visa reforçar o comércio e a produção local na Europa, sendo que cerca de 75% dessa arrecadação será destinada ao orçamento da UE, servindo como um 'recurso próprio'. Essa alteração pode não apenas impactar o preço pago pelos consumidores europeus, mas repercutir na dinâmica de importação no Brasil, especialmente entre os que utilizam esses serviços de compras online.

