O levantamento estima que a média diária de movimentações no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, deve subir de 161 para 375 pousos e decolagens até 2052, um aumento de 132,9% em relação a 2023. Em dias de pico, a projeção chega a 1.104 movimentos. A concessão do aeroporto é da PAX Aeroportos, controlada por fundo do grupo XP Inc.
Dados do Decea já mostram crescimento na movimentação: de 59.297 voos em 2023 para 66.781 em 2025, com projeção de 98.031 em 2030. O Campo de Marte foi o 12º aeroporto mais movimentado do Brasil no ano passado. A implantação do IFR, uma das exigências da concessão firmada em 2022, deve viabilizar também voos comerciais no local.
O aumento no fluxo aéreo tem gerado reclamações de moradores do entorno, especialmente na zona oeste, que já levaram o caso ao Ministério Público Federal. A PAX estima que o número de imóveis afetados por ruído médio acima de 65 decibéis suba de 67 para 120 até 2052. A Organização Mundial da Saúde recomenda limite de 45 decibéis para exposição contínua a ruído de aeronaves.
O mercado imobiliário também tem restrições ao projeto, já que o IFR exige pré-análise de empreendimentos em raio de 20 km do aeroporto, com possíveis limitações de altura. A concessionária de Congonhas, a Aena, defende sincronização das operações entre os dois aeroportos para evitar conflitos de rota. O Ministério dos Portos e Aeroportos afirma que o sistema vai reduzir cancelamentos por baixa visibilidade e aumentar a segurança.
A concessão, com prazo de 30 anos e possibilidade de prorrogação por mais cinco, também inclui o aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, e prevê investimentos de R$ 1,7 bilhão. Por ora, não há confirmação de novos voos comerciais para o Campo de Marte, embora a experiência em Jacarepaguá, com voos regionais da Azul Conecta, sirva de referência para o que pode ocorrer em São Paulo.



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