O governo brasileiro anunciou que a partir de 1º de julho, o imposto sobre veículos elétricos e híbridos que chegam ao país montados passará de 25% para 35%. Trata-se de uma estratégia para incentivar a produção nacional de automóveis eletrificados, com foco na geração de empregos e no fortalecimento da economia local.
Atualmente, 20% dos veículos zero-quilômetro vendidos no Brasil são de origem chinesa, um aumento notável frente aos 3% registrados em 2023. Dentre os 50 modelos mais vendidos, 15 são elétricos ou híbridos, sendo 12 fabricados por empresas chinesas, como a BYD, que tem se destacado no mercado.
Em 2023, o veículo de entrada Dolphin da BYD, por exemplo, mantinha o preço de R$ 150 mil, mesmo após o aumento da alíquota. Esse fenômeno mostra que, apesar do aumento no imposto, a empresa conseguiu estabilizar os preços em função da inflação e dos desafios do mercado local.
Contudo, o aumento dos impostos gerou reações entre associações do setor automotivo. Entidades como a Anfavea e a Fiesp criticaram a medida e alegaram que representou um tratamento desigual em relação às montadoras tradicionais, que já investiram pesadamente em infraestrutura no Brasil.
Essas mudanças políticas e econômicas mostram um cenário dinâmico para o mercado automotivo, onde a adaptação às novas regras pode ser crucial para a sobrevivência das montadoras brasileiras.



