O Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo prendeu um sargento sob a acusação de deserção, devido à ausência no trabalho por mais de oito dias consecutivos. O caso ocorreu no dia 8 de maio e levantou discussões sobre a realidade da dependência química entre servidores da segurança pública.
O bombeiro, com mais de 15 anos de serviço, admitiu lutar contra vícios que incluem crack e álcool. Durante o período em que esteve detido, ele foi orientado a iniciar tratamento médico e psicológico, tendo passado por dificuldades pessoais, como problemas familiares e depressão.
De acordo com a Corregedoria do Corpo de Bombeiros, a deserção configura um crime que afeta a segurança pública, pois um serviço essencial deixou de contar com a presença de um profissional. A ausência de um militar em atividade pode comprometer a resposta a emergências, dado seu papel crítico na corporação.
Dados do governo estadual revelam que mais de 7 mil pessoas buscaram apoio por dependência química no programa Rede Abraço entre janeiro de 2024 e abril de 2026, evidenciando a gravidade da questão na sociedade capixaba.
Neste contexto, a corporação informou que o sargento já recebia assistência psicossocial. Sua situação atual levanta a necessidade de um acompanhamento contínuo, pois a adesão ao tratamento depende de sua própria escolha.



