O responsável da Fifa pelos gramados, Alan Ferguson, declarou que o campo do MetLife Stadium, renomeado temporariamente como Estádio de Nova York/Nova Jersey, não deve ser um problema na final da Copa do Mundo de 2026, marcada para este domingo, dia 19. Segundo ele, as mudanças de temperatura ao longo da competição ajudaram a grama a se adaptar melhor.

O gramado foi alvo de críticas desde o início do Mundial. Vinícius Júnior reclamou das condições do campo já na partida de abertura do Brasil, que terminou em empate por 1 a 1 com o Marrocos, disputada justamente naquele estádio. O atacante relacionou o calor e o ressecamento da grama à dificuldade de ritmo de jogo. Outros jogadores e o técnico da França, Didier Deschamps, também fizeram críticas.

O problema tem origem estrutural. O MetLife Stadium é originalmente um estádio de futebol americano, com gramado artificial. Como a Fifa exige grama natural para partidas de futebol, o campo recebeu instalação de vegetação pouco antes da Copa, repetindo o que já havia ocorrido na Copa América de 2024 e na Copa do Mundo de Clubes de 2025 — ocasiões em que o gramado também foi criticado.

Segundo Ferguson, a Fifa optou por um tipo de grama adequado a clima quente, mas as temperaturas mais baixas do que o esperado no início do torneio prejudicaram a adaptação, deixando o campo seco e com aspecto ruim. A entidade recorreu a coberturas especiais e iluminação artificial para estimular o crescimento da vegetação ao longo da competição.

Com o aumento das temperaturas no último mês, a avaliação da Fifa é de que o gramado melhorou e está preparado para receber a decisão sem repetir os problemas registrados anteriormente. As duas partidas finais serão disputadas com as seleções utilizando seus uniformes principais.