O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou variação negativa em agosto de 2026, com deflação de -0,22%. A divulgação desta sexta-feira mostra que o mês foi de alívio para o bolso, principalmente para quem paga aluguel. Apesar da queda no período, o acumulado dos últimos 12 meses segue positivo.
O número que realmente importa para quem aluga está no acumulado de 12 meses: 2,18%. Este é o índice utilizado pela maioria dos contratos residenciais para reajuste de aluguel no Brasil e no Espírito Santo. Significa que, se o seu contrato vence agora, o proprietário pode solicitar aumento de até 2,18% sobre o valor que você paga.
Para o inquilino capixaba, este é um momento estratégico. Quando o índice acumula um percentual baixo como este, há espaço para negociação com o proprietário. Buscar renegociar antes de aplicar o reajuste automático, argumentando que o IGP-M está contido, pode resultar em acordos melhores. Alguns proprietários aceitam parcelar o aumento ou aplicar apenas uma parte dele.
Especialistas apontam que períodos de deflação mensal, como o de agosto, sinalizam desaceleração de preços na economia. Para inquilinos, isso pode significar que os próximos reajustes também tendam a ficar moderados. É importante consultar o contrato para entender as datas de aplicação do índice e se há cláusulas que permitem negociação.

