O IGP-M (Índice Geral de Preços — Mercado) fechou junho de 2026 com variação de -0,5%, indicando queda no mês. Porém, quando se olha para o acumulado dos últimos 12 meses — o número que realmente importa para o bolso do inquilino — o índice registra 3,18%. Este é o percentual que os proprietários podem aplicar no reajuste de aluguel conforme estipulado na maioria dos contratos residenciais no país.

No Espírito Santo, a notícia chega em momento delicado para quem paga aluguel. Com a inflação ainda presente e o custo de vida já pressionado, um reajuste acima de 3% representa impacto significativo no orçamento doméstico. Inquilinos que receberem notificação de reajuste nos próximos meses devem saber que este é o limite legal baseado no IGP-M divulgado pela FGV.

A boa notícia é que o momento atual oferece oportunidade de negociação. Como o mês de junho apresentou variação negativa (-0,5%), inquilinos podem argumentar com proprietários sobre a possibilidade de revisão de contrato ou diferimento do reajuste. Proprietários conscientes podem considerar estas demandas, especialmente em períodos de incerteza econômica. Buscar diálogo direto, apresentar histórico de pagamentos em dia e propor alternativas (como reajustes menores escalonados) são estratégias válidas que muitas vezes geram acordo mutuamente benéfico.