O IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) divulgado nesta quinta-feira pela FGV registrou queda de 1,16% em julho de 2026. O resultado negativo no mês reflete um período de estabilidade nos preços, mas não apaga o acumulado dos últimos doze meses, que seguem impactando os bolsos dos capixabas que alugam imóvel.

É o acumulado em 12 meses que realmente importa para quem paga aluguel. Neste período de referência (julho de 2025 a julho de 2026), o índice acumula 2,77%, percentual que serve como base legal para o reajuste anual da maioria dos contratos residenciais no Brasil. Para um imóvel alugado por R$ 1 mil, isso representa um aumento de R$ 27,70 mensais no próximo reajuste.

Este é o momento ideal para inquilinos capixabas negociarem com seus proprietários. Quando o índice apresenta variações baixas ou negativas no mês, como ocorreu em julho, muitos proprietários estão mais dispostos a aceitar reajustes menores ou até mesmo prorrogar a data do reajuste. Embora a lei permita o uso integral do IGP-M para reajuste, não há impedimento para acordos entre as partes. A dica é procurar o diálogo antes da data prevista no contrato.