O tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros trouxe alívio parcial para o agronegócio capixaba. Café, incluindo o solúvel, pimenta-do-reino, gengibre, mamão, carne bovina e celulose ficaram isentos tanto da tarifa de 25% quanto da de 12,5%, anunciadas na semana passada.
A notícia, porém, não é boa para todos os setores. A carne de frango e os ovos, produtos com cadeias produtivas relevantes na Região Serrana do Espírito Santo, não constam nas listas de exceção analisadas até agora.
No setor de pescados, alguns códigos foram retirados da tarifa de 25%, mas continuam sujeitos à nova cobrança de 12,5%. Diferente do frango e dos ovos, que têm exportação pequena para os EUA, os pescados já contam com clientes relevantes no mercado americano, o que torna o efeito mais imediato.
Segundo o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, a avicultura de corte e de postura passa a estar sujeita à soma das tarifas, alcançando 37,5%. No caso dos pescados, dependendo do código de enquadramento do produto, as duas sobretaxas também podem se acumular, elevando significativamente o custo de entrada no mercado americano.
Bergoli defende que o Governo Federal continue negociando, por meio da diplomacia e dos canais comerciais, a revisão das medidas e a inclusão dos setores ainda prejudicados nas listas de exceção. A avaliação é de que barreiras desse tipo geram insegurança, afetam contratos e podem comprometer investimentos, empregos e a renda dos produtores capixabas.



