O artigo publicado na coluna Tribuna Livre defende que o turismo, apesar de seu potencial de gerar renda e movimentar comunidades, só se torna uma atividade transformadora quando planejado com profissionalismo. Segundo o texto, sem planejamento técnico a atividade turística pode resultar em desperdício de recursos, degradação ambiental e descaracterização cultural.

O autor é Fabrício Araújo Faustini, turismólogo e jornalista, integrante da Rede Colaborativa Turismólogos Capixabas em Ação. Ele descreve o turismólogo como o profissional formado especificamente para conduzir o setor, com curso consolidado no Brasil desde o início dos anos 1970. A formação, segundo o artigo, oferece visão sistêmica do turismo, permitindo projetar destinos, gerenciar serviços e coordenar equipes com base em conhecimento técnico.

O texto aponta que o mercado turístico passou por transformações nas últimas décadas, impulsionadas pela tecnologia da informação e pelo aumento de pesquisas e publicações sobre o setor. Essa mudança, argumenta o autor, elevou a exigência por profissionais qualificados, papel que caberia ao turismólogo.

Entre as atribuições listadas estão o planejamento do espaço turístico respeitando limites ambientais e territoriais, a identificação de vocações do destino, a capacitação de mão de obra local, a organização de viagens e eventos, e a elaboração de estratégias de comunicação. O artigo cita ainda a atuação do turismólogo na esfera pública, estimulando políticas públicas e cobrando planos diretores voltados ao turismo.

O texto critica o que chama de visão equivocada de que gostar de viajar ou de eventos seria suficiente para atuar profissionalmente na área, argumento que, segundo o autor, desvaloriza a formação técnica. Para ele, tecnologia e intuição são complementos, mas não substituem o conhecimento adquirido em anos de estudo.

Como conclusão, o artigo defende que destinos turísticos bem avaliados e competitivos têm em comum a presença de profissionais qualificados, e atribui ao turismólogo a responsabilidade de reivindicar espaço e reconhecimento no mercado e nas políticas públicas.