A pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição para governador do Espírito Santo foi realizada entre os dias 10 e 13 de outubro, com 1.098 entrevistas, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo sob o protocolo ES-00468/2026. O levantamento, contratado pela TV Gazeta, tem margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Nas intenções estimuladas de voto, Pazolini aparece com 47%, contra 38% de Ricardo Ferraço. A diferença de 9 pontos está fora da margem de erro da pesquisa, o que garante ao ex-prefeito de Vitória uma vantagem considerada confortável, mas não suficiente para dar a disputa como encerrada.
Em termos de votos válidos, um cálculo baseado nesses números indicaria cerca de 55,3% para Pazolini e 44,7% para Ricardo. Após ter chegado a ficar mais de 15 pontos atrás no primeiro turno, Ricardo reduziu a distância para 9 pontos, o que mantém a disputa matematicamente em aberto.
A pesquisa também identificou 10% de indecisos na estimulada e 5% que pretendem votar nulo ou branco, somando 15% de eleitores ainda em disputa. Na espontânea, o percentual de indecisos sobe para 33%. Do total de entrevistados, 15% dos eleitores de Ricardo afirmam que podem mudar de voto, ante 11% dos eleitores de Pazolini.
A aprovação do governo estadual liderado por Ricardo Ferraço subiu de 54% para 57%, enquanto a desaprovação passou de 13% para 18%, mantendo um saldo positivo de 39 pontos. A avaliação pessoal do governador também cresceu, de 41% para 45% de ótimo/bom. Apesar disso, 63% dos entrevistados acreditam que Pazolini vai vencer a eleição, contra 25% que apostam em Ricardo.
Sobre a imagem dos candidatos, 58% dos entrevistados dizem conhecer Pazolini e ter uma imagem positiva dele, contra 14% com imagem negativa. Para Ricardo, os números são de 52% de imagem positiva e 19% de negativa. A pesquisa aponta ainda que 44% dos entrevistados preferem que o governador eleito seja aliado de Flávio Bolsonaro, que apoia Pazolini e hoje tem 51% das intenções de voto no Espírito Santo na disputa presidencial, contra 38% de Lula, apoiado por Ricardo Ferraço.



