A CBIC revisou sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil para 2026, de 2% para 1,2%. Entre os motivos apontados estão a pressão nos custos, a menor redução da taxa de juros esperada e uma inflação crescente. Esses fatores refletem um cenário preocupante, especialmente para os profissionais do setor no Espírito Santo.

Dados do primeiro trimestre de 2026 revelam que o índice do preço médio dos insumos da construção atingiu o maior nível desde o segundo trimestre de 2022, com 68,4 pontos. Essa alta é impulsionada, em parte, pelo aumento nos preços dos combustíveis, o que aumenta os custos das obras e pode repercutir nas moradias.

Renato Correia, presidente da CBIC, expressou preocupação com a proposta de fim da escalada de trabalho 6x1, defendendo que essa mudança pode elevar ainda mais os custos operacionais. Com 3 milhões de empregos no setor, qualquer alteração nas leis trabalhistas pode impactar diretamente o nível de emprego e a viabilidade financeira das empreiteiras. Se a carga horária for reduzida sem ajuste nos salários, isso poderá elevar os custos das obras e, consequentemente, os preços para o consumidor.